Moradores sofrem com fechamento de casas lotéricas

Forquilhinha/Maracajá
Thiago Oliveira
[email protected]

Desde dezembro de 2024, os moradores de Forquilhinha e Maracajá têm passado por dificuldades para acessar os serviços da Caixa Econômica Federal. Isso porque as únicas lotéricas das cidades estão inoperantes há quase quatro meses, impedidas de operar pela própria instituição financeira devido ao descumprimento de cláusulas contratuais.

Em Forquilhinha, o impasse vem gerando uma série de problemas, como a superlotação na agência da Caixa no município, além do impacto econômico para os comerciantes locais. “Nosso espaço físico está no limite, e não estamos conseguindo dar conta”, enfatizou o gerente da agência, Marcos Locks, em reunião com o prefeito José Cláudio Gonçalves, o Neguinho, e representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Empresarial de Forquilhinha (ACIF).

Diferenças

De acordo com Locks, muitas pessoas confundem a lotérica com o banco pelo fato de ser licenciada pela Caixa, mas as operações não funcionam da mesma maneira. “Tem gente que vem com a fatura de outros bancos, onde possuem conta, e acha que só pode pagar aqui. Dessa forma, acabamos tendo essa alta demanda somente aqui”, explica.

Também foi discutida a possibilidade de ativar correspondentes bancários, com guichês dentro de lojas para efetuar alguns dos serviços prestados pela lotérica, ajudando a desafogar a alta demanda do banco. Alguns lojistas manifestaram interesse de receber o serviço, mas até agora, nada foi acertado.

Sem agência

Em Maracajá, a situação é ainda mais complicada, já que o município não possui agência da Caixa. Desta forma, os moradores precisam ir a cidades próximas, como Araranguá, para terem acesso aos serviços. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para saber se alguma solução foi discutida, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.

Mesmo sendo licenciadas pela Caixa, as lotéricas não possuem vínculo com as agências locais, e todos os processos são realizados diretamente por Brasília.
Para abrir uma unidade lotérica, comercializar todas as modalidades de Loteria e atuar na prestação de serviços é necessário ter autorização formal da Caixa, que é concedida por meio de licitação, baseada em critérios preestabelecidos no edital e regulamentada pelo Regime de Permissão. No caso de Forquilhinha e Maracajá, ambas as unidades possuem o mesmo dono.

O processo de licitação para novas lotéricas pode levar até seis meses. Antes disso, é necessário romper o contrato com o atual licitante.

Leia a matéria completa na edição desta quinta-feira, dia 3, do jornal impresso Tribuna de Notícias. Ligue para 48 3478-2900 e garanta sua assinatura.

O post Moradores sofrem com fechamento de casas lotéricas apareceu primeiro em TN Sul | Portal de Notícias.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.